O Dilema da Batalha do Pobre

Bom dia!


Como já dito em outros posts, eu criei a PMF com o intento de ajudar as pessoas a se organizarem financeiramente de tal modo que conquistem a sua independência financeira (com o tempo e disciplina) e possam trabalhar menos ou buscar um trabalho relacionado à sua missão de vida – e não ao primeiro emprego que vier e que pague uma miséria.


Todavia, a realidade é que uma leva muito grande de brasileiros trabalham de 8 a 10 horas por dia (deslocamento também é tempo de trabalho), as vezes durante seis dias na semana, em troca de um salário mínimo (perto de R$ 1.000,00 por mês ou até menos). Inclusive, há regiões no Brasil onde existe o trabalho escravo, ainda.


Jamais consideraria essa realidade como justa. Como eu falei, as pessoas trabalham demais e ganham pouco. A maioria. Nunca considerei isso certo. Porém é a realidade. E meu dever é trabalhar com a realidade, pois fugindo dela é que não terei como ser útil.


O pobre, para sair da pobreza, ele precisa quebrar esse ciclo. Mudar o padrão. Ele deverá fazer, inicialmente, um sacrifício energético hercúleo. Quando não estiver trabalhando, deverá estudar muito. Ele deverá sacrificar os “pequenos prazeres” destinados à baixa renda: cervejinha no bar, pagode de rua, novela, futebol, Big Brother, etc para investir em seu capital intelectual.


Quando eu fui coordenador de um curso na modalidade EJA, eu admirava os alunos por estarem ali, sacrificando seu único turno livre, em busca de uma vida melhor. Alguns em busca do seu Ensino Médio. Outros, em busca de uma capacitação. E isso é louvável. Infelizmente, porém, a maioria desistia. Como eu falei, o esforço é hercúleo. A recompensa não está tão visível assim. O pobre sofreu demais e quer soluções imediatas. Faz sentido, mas nem sempre elas existem.


A realidade é que nada e ninguém vai voluntariamente tirar o pobre da miséria. Exceto ele mesmo. Através do próprio esforço. Como eu falei: eu não acho justo. Mas é a realidade. Eu não acho justo que jovens filhos de bilionários herdem milhões sem precisar trabalhar só porque nasceram no berço certo. Eu sou uma pessoa que apoia o teto de herança. E que o excedente deveria ser redistribuído. Esse é o único viés socialista que eu possuo. E saliento: o único! Mas não é sobre isso que eu quero falar: pois isso não é a realidade.

Abraços.

Prof. Rivero

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