A solução igual para desiguais

Atualizado: Fev 8

Bom dia!

Um ex-colega de trabalho, durante nossas caronas, me comentou o seguinte, no meio de uma conversa: “suponhamos que se dessem 200.000 reais para cada pessoa do Brasil, resetando o patrimônio de todo mundo. Será que esse início igual se manteria igual? Claro que não: alguns iriam gastar tudo, outros iriam poupar e outros iriam fazer esse dinheiro se multiplicar pelo empreendedorismo”.

Parece que ele leu isso ou ouviu de algum lugar, não lembro mais, mas a ideia me chamou a atenção.

Não é possível afirmar se essa igualdade se manteria igual ao longos dos anos ou não, pois para isso precisaríamos provar fazendo o experimento. Todavia, é possível inferir alguma coisa com os dados que temos hoje: existem, de fato, três tipos de comportamentos financeiros:

a) O gastão: “a vida é uma só”. Gasto o que tenho (e até o que não tenho), pois posso morrer amanhã e não aproveitei a vida.

b) O acumulador: “é preciso estar preparado”. Não gasta nada do que tem. O mínimo possível. Vai acumulando tudo que recebe com o objetivo de estar pronto para que “um dia” venha a acontecer algo que justifique esse acúmulo.

c) O organizado, que busca um equilíbrio dos dois lados. Ele, como o gastão, aproveita a vida desfrutando de coisas boas. Porém, de uma forma organizada que o restante do dinheiro ele multiplica através de empreendimentos.

Isso é um pouco análogo com a parábola dos talentos, onde Jesus aprovou apenas aquele que multiplicou o seu talento.

Em todo caso, todos os dados que temos levam a crer que a desigualdade e a pobreza (e a gananciosa riqueza excessiva) viriam mesmo após um “reboot”. O gastão ficaria pobre logo logo. O acumulador continuaria sempre na mesma média. O organizado, enriqueceria cada vez mais, pois seria o fornecedor dos bens e serviços do gastão e do acumulador.

Portanto, a solução de somar o patrimônio nacional e dividir pelo número de habitantes provocando o “reboot” dificilmente daria certo. Só criaríamos uma situação de alívio para quem hoje vive numa pobreza e a maioria destes voltariam à pobreza rapidamente.

Deixo claro meu posicionamento pessoal: “não sou a favor de uma igualdade extrema, que desvalorize a meritocracia, mas sou a favor do combate à excessiva desigualdade a qual hoje coloca a maioria das pessoas em uma situação impossível de sair”.

Sou a favor de igualdade de acessos e de disponibilidade de recursos. Sou a favor do limite de herança individual de R$ 300.000,00 (corrigidos anualmente pelo IPCA) e da renda mínima.

Porém, ideologias não resolverão o problema! O que resolve o problema é:

a) renda mínima, para os casos de extrema pobreza, bem como acesso aos recursos para melhoria de vida. b) educação financeira para os demais (no meu próximo livro, que já está no prelo, vou provar que é possível mesmo com poucos valores).

Educação Financeira deveria ser matéria obrigatória em todas as escolas, desde o 1° ano do Ensino Fundamental até o 3° ano do Ensino Médio. Empreendedorismo deveria ser obrigatório em todo o ensino médio.

Vamos estudar mais Educação Financeira? Venha! Chame seus amigos e vamos crescer juntos!

Abraço.

Prof. Rivero.

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