Barato ou caro?

Saudações a todos!


Normalmente norteamos nossas decisões de consumo pelo preço. Aquele valor que a outra parte está te cobrando para fornecer o produto ou serviço. A lei que impera é: "conseguir o máximo gastando o mínimo". Ou fornecer o "mínimo ganhando o máximo".


Oras, o princípio é o padrão do mercado. Então, todos fazem isso o tempo todo. O problema é que canalizamos mal nossos gastos pois não sabemos diferenciar o que é barato e o que é caro.


Para entender melhor essa história, vou dar dois exemplos pessoais. Um curso que comprei por R$ 4.400,00 e um livro que comprei por R$ 30,00.


O curso, que ainda estou fazendo, seus ensinamentos me fizeram render quase o valor que paguei por ele (e isso que comprei o curso há menos de uma semana).


O livro de R$ 30,00 é de uma área que eu achei que me aventuraria um pouco, mas acabei recuando. O livro está parado.


Então? Será que R$ 4.400,00 foi caro? Tudo indica que eu posso usar esse conhecimento para recuperar o valor pago em pouco tempo e ainda continuar ganhando.


Porém, de que maneira esse livro de R$ 30,00 vai me dar retorno estando acumulando poeira no canto (no caso é um e-book, mas vocês me entenderam).


Analisando a questão preço e valor, a conclusão é a seguinte:


Paguei barato pelo curso de R$ 4.400,00 e paguei caro pelo livro de R$ 30,00. Mesmo que com o valor do curso eu possa comprar quase 150 livros.


E é aí onde muita gente se perde: ao invés de comprar uma experiência que seja muito significativa, ela prefere, por vezes, comprar pequenas bobagens que "custam baratinho". O problema é que as bobagens se acumulam e aí, no final de um ano, você gastou "em bobagens" o mesmo que gastaria para ter A experiência. E isso agrava quando os gastos realmente te impedem de ter A experiência.


Então, eu moro em uma casa pequena, que agora é minha empresa. Tenho um escritório modesto, com um PC que na época custou R$ 2.000,00, um IPad, um pufe, uma cadeira de escritório e livros. Meu carro pela FIPE vale menos de R$ 30.000,00 (já tem seis anos de uso). Meu notebook foi um "auto-presente" de formatura de graduação (2009).


Por outro lado, eu construí uma renda usando ações, tesouro, debêntures, criptomoedas, etc. que me gera um retorno que, além de pagar as contas, possibilitou montar minha empresa (que hoje tem CNPJ) e também me permite ter férias de 3 meses por ano. Talvez até mais.


Se eu tentasse consumir em produtos, proporcional às minhas entradas, eu teria um PC melhor, um celular melhor e um carro novo. Mas eu jamais poderia ter 3 meses de férias por ano, pois eu teria que trabalhar os 12 meses do ano para compensar esses custos. Mesmo que minha profissão me permita trabalhar de qualquer lugar do mundo.


A experiência de viajar é muito significativa para mim, por isso gastar dinheiro viajando é barato (mesmo que eu faça escolhas criteriosas para reduzir custos). Porém, um carro novo é caro demais. Um celular último modelo é um assalto o seu preço e, sinceramente, não boto um centavo para comprar um notebook (exceto se o meu pifar). Essas trocas seriam muito caras para mim. Mesmo que custassem a mesma coisa, em reais, do que minhas viagens.


Moral da história: você é livre para gastar o seu dinheiro da forma que quiser, obviamente. Porém, sugiro: troque vários gastos fugazes por experiências significativas.


Uma coisa só é cara quando proporciona uma experiência pouco significativa frente ao seu preço.




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