Consórcio ou Financiamento?

Boa noite, pessoal!

Um dos pilares da Educação Financeira é a questão de otimizar os gastos.

Isso não significa necessariamente cortar tudo quanto é custo e apertar as moedinhas na mão como se fossem contas de um rosário. Na minha aula 1 do curso, eu faço uma crítica a esse comportamento, por sinal. Confira aqui!

Mas otimizar os gastos seria buscar estratégias para você gastar o menos possível visando o mesmo (ou até a um melhor) resultado.

A estratégia que vou conversar com vocês hoje é sobre o comparativo do CONSÓRCIO e do FINANCIAMENTO.

A definição de CONSÓRCIO eu explico neste outro post. Trata-se de uma compra em que você paga antes de receber o produto e espera vir o sorteio. Não só você, mas um grupo de pessoas participam juntas. Há um sorteio por pessoa de tal modo que todos são contemplados, cedo ou tarde. Quem foi contemplado, ainda assim deve continuar pagando as mensalidades até o fim. Há um ditado maldoso humorístico que diz que “chifre e consórcio: um dia você vai ser contemplado”.

FINANCIAMENTO consiste em uma instituição financeira te emprestar o valor do bem, mas ao invés de você pegar na mão, quem recebe é a loja vendedora. Você, por outro lado, recebe uma penca de boletos para pagar as prestações. Caso não pague, seu bem é retomado e leiloado até pagar sua dívida.

Tanto no consórcio quanto no financiamento você não paga tudo de uma vez e, em ambos, você usufruirá do bem antes de terminar o pagamento da dívida (no financiamento, você usufrui do bem antes mesmo de começar a pagar. No consórcio, depende de quando que você será sorteado). O fato de você receber o bem antes de pagar gera uma dívida e, como já mencionei antes, toda dívida é recompensada com um acréscimo. Ou seja, você pagará um valor superior ao que vale o bem.

No consórcio, esse acréscimo é a taxa de administração, que remunera a prestadora de serviços. No financiamento, é o juro.

O consórcio tende a ter custos mais baixos do que o financiamento. E, aqui, você deve entender “custos” como tudo aquilo que você pagar além do próprio valor do bem.

Porém, o consórcio tem apenas uma desvantagem: você não sabe quando que receberá o seu bem e terá que ir pagando enquanto isso. Como o consumidor “analfabeto educacional financeiramente falando” tende a comprar pelo impulso, ele acaba pagando mais caro. O consórcio acaba sendo, para ele, um castigo: “pago, mas não sei quando recebo”. Mas não é tão “castigo” quanto a minha sugestão abaixo: VEJA QUAL O VALOR DA PRESTAÇÃO DO CONSÓRCIO (OU FINANCIAMENTO) E DEPOSITE EM UM FUNDO DE INVESTIMENTOS QUE RENDA ACIMA DO IPCA E SAQUE QUANDO TIVER O VALOR.

A dica acima não é tão válida se você tem uma necessidade urgente do produto, claro. Ou se você planeja comprar um produto que, no final, vai te economizar dinheiro ou te fazer gerar dinheiro. Aí são outras variáveis a ser consideradas. Mas como essas situações não são a maioria expressiva, então fica a dica geral.

Abraços do Prof. Rivero. 

#juros #ipca #financiamentos #mercado #consórcio #poupança #inflação #responsabilidade

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