O Quadrilema da Discussão

Atualizado: Fev 8

Bom dia!

Estou há dias com esse post sendo construido na minha mente e demorei para postá-lo porque não me vinham as palavras certas. Ora me parecia um pouco arrogante. Ora me pareceria incompreensível ao público. Penso que agora estou alinhado com as palavras e tenho certeza de que a escrita aqui será de real contribuição para a sua Independência Financeira (minha atividade-fim).

Vamos lá: quadrilema significa uma situação em que temos quatro caminhos e nenhum deles nos leva, de fato, a algum lugar. No caso, as discussões são quadrilemas. Explico os porquês.

Para ficar mais claro, eu vou simular uma situação onde eu e uma pessoa X temos a oportunidade de discutir sobre um assunto. Por questão de estratégia didática, falarei na primeira pessoa mesmo (afinal, esse é meu hábito de escrita – #chupaedg).

Bom, vamos aos quatro caminhos do quadrilema da discussão. Por questão de conotação, me refiro a discussões estéreis, aquelas onde um quer vencer o outro. Não me refiro a discussões no nível do debate.

1) Eu sou o especialista e X não.

Aqui eu não tenho qualquer interesse no que X vai falar, pois ele falará baseado somente nas suas opiniões pessoais, má interpretação de leituras de textos de blogueiros ou em fontes de conhecimento questionáveis. Assim sendo não entrarei numa discussão com ele, a menos que ele esteja disposto a me ouvir e a refletir sobre o que tenho a dizer.

2) X é especialista e eu não.

Aqui o efeito é o contrário. Se eu tiver interesse no assunto, vou prestar atenção no que ele disser e ao falar limitar-me-ei a perguntar o que não entendi ou que fontes de pesquisa ele me sugere para eu aprender mais. Se eu não tiver interesse, eu apenas respondo que “concordo” ou qualquer outra resposta que faça a conversa terminar logo. Em ambos os casos, não iniciarei uma discussão.


3) Ambos somos especialistas.

Ou falaremos sobre o mesmo ponto de vista (o que por natureza não gera discussão – mas também não serve para nada exceto estabelecer rapport ou fortalecimento de crença), ou falaremos sobre pontos de vistas diferentes, transformando a conversa em um debate inteligente (a conotação de discussão que excluí da hipótese do quadrilema).

4) Nenhum dos dois somos especialistas.

Ou esqueço do assunto ou eu vou estudar com quem entende. Não perderei tempo ouvindo quem também não sabe. O versículo bíblico é válido: “Um cego conduz outro cego em direção ao abismo”. Reconheço minha cegueira e quero meu guia. Mas um guia que enxergue. E com ele não vou discutir, obviamente. Levo esse caminho ao caminho 2.

Mas o que isso tem a ver com Educação Financeira?

Tudo!

Veja: você está trilhando um caminho diferente! Norteado por um especialista: viver de renda. É possível? Sim! Dá trabalho? Dá! A família e amigos vão apoiar facilmente? Dificilmente! Mas você está sendo guiado por um especialista. E essa deve ser a sua carta quando alguém que não for especialista tentar te atrapalhar!

Experimente conversar com mentes milionárias: assuntos são baseados em metas, ideias, estratégias, análises de erros, resultados. Experimente conversar com mediocres: times esportivos, novela, TV, “Big Brother Brasil”, fofoca da vida alheia, redes sociais, discussões estéreis (apesar do quadrilema).

Decida quem você quer ser! Detalhe: se optar por ser medíocre, tenha a decência de não culpar sua família ou amigos. Você tem escolha! E minha esposa diz muito bem: “cada escolha é uma renúncia”.

Abraço.

Prof. Rivero.

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